Principais tipos de membranas para tratamento de água

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Quando o assunto é qualidade da água, as membranas são protagonistas silenciosas. Presentes em purificadores, sistemas industriais e equipamentos de osmose reversa, elas atuam como barreiras seletivas que retêm impurezas, microrganismos e até íons dissolvidos, dependendo do tipo escolhido. Mas nem toda membrana é igual: o tamanho do poro e o material de fabricação definem exatamente o que cada uma consegue remover.

Uma membrana é um filme fino sólido capaz de separar duas soluções, agindo como uma barreira seletiva que elimina impurezas sem promover nenhuma transformação química na água. Essa característica torna a tecnologia de membranas uma das mais eficientes e versáteis do tratamento de água industrial.

Classificação por tamanho de poro

Existem quatro tipos principais de membranas, categorizadas pelo tamanho dos poros: microfiltração (MF), ultrafiltração (UF), nanofiltração (NF) e osmose reversa (OI). Cada uma atua em uma faixa específica, sendo possível combiná-las em sistemas de múltiplas etapas para atingir diferentes níveis de pureza. 

Microfiltração (MF)

A microfiltração é um processo de separação com membranas porosas cujo diâmetro de poro varia de 0,02 a 10 µm, operando com pressões relativamente baixas e retendo desde sólidos suspensos até bactérias. 

Por isso, a MF é muito usada como etapa de pré-tratamento. Ela atua como uma proteção para as membranas de nanofiltração e osmose reversa, preservando a vida útil dos sistemas mais avançados. 

Em aplicações industriais, entra como primeira barreira contra partículas grosseiras, turbidez e microrganismos de maior porte, preparando a água para as etapas seguintes.

Ultrafiltração (UF)

A ultrafiltração se situa entre a micro e a nanofiltração, com diâmetro de poros entre 0,001 e 0,02 µm e pressão de operação entre 70 e 700 kPa. Sua faixa de retenção se estende a moléculas como proteínas e coloides, além de bactérias e a maioria dos vírus. 

A UF é amplamente utilizada no tratamento preditivo de sistemas de água, especialmente quando se quer garantir a remoção microbiológica sem precisar chegar ao nível de rejeição de sais da osmose reversa. As membranas de ultrafiltração foram das primeiras membranas de separação poliméricas a serem desenvolvidas e se consolidaram como referência nas indústrias farmacêutica, alimentícia e ambiental. 

Nanofiltração (NF)

A nanofiltração opera em uma faixa intermediária entre a ultrafiltração e a osmose reversa. Nesse processo, íons monovalentes passam livremente pela membrana, enquanto íons multivalentes e matérias orgânicas de baixo peso molecular são retidos. As aplicações usuais incluem abrandamento de água, remoção de cor e dessalinização parcial. 

A pressão de operação varia de 5 a 35 bar e a NF tem poder de remoção considerável, atingindo inclusive cálcio e magnésio, embora não seja tão eficiente quanto a osmose reversa na dessalinização completa.

Osmose Reversa (OI)

A osmose reversa é o tipo de membrana com maior poder de rejeição. Tecnicamente, as membranas de osmose reversa não apresentam poros: os fluidos são separados por difusão através da membrana, operando com pressões entre 800 e 9000 kPa. Sua aplicação principal é a separação de sais minerais dissolvidos, produzindo água de alta pureza.

As membranas de osmose reversa são amplamente usadas no processamento de água ultrapura para usos industriais como fabricação de chips eletrônicos, indústria farmacêutica, médica e alimentícia. 

Em aplicações de resina mista no tratamento de água, a osmose reversa costuma atuar como etapa anterior ao polimento final, entregando uma água já bastante purificada. 

Classificação por material

Além do tamanho de poro, o material da membrana é um fator decisivo na escolha do sistema correto. Os materiais mais usados na fabricação de membranas são polímeros como poliamida, polissulfona e acetato de celulose, valorizados pelas boas propriedades mecânicas, biocompatibilidade, alto fluxo e baixo custo.

  • Poliamida (PA): é um dos polímeros mais utilizados em membranas de osmose reversa e nanofiltração. Oferece excelente resistência mecânica e alta rejeição de íons, mas é sensível a agentes oxidantes como cloro livre e ozônio. 
  • Polissulfona (PS) e polietersulfona (PES): são polímeros termoplásticos usados em membranas de ultrafiltração e microfiltração, com alta resistência química e térmica, incluindo contato contínuo com cloro livre e múltiplas limpezas químicas. 
  • Polipropileno (PP): utilizado em membranas de microfiltração e ultrafiltração, é conhecido pela durabilidade e bom desempenho em condições variadas. 
  • Acetato de celulose: um dos materiais mais tradicionais, indicado para filtração de soluções aquosas e com boa compatibilidade química em aplicações de MF e UF.
  • Cerâmica: membranas inorgânicas feitas de materiais como alumina e zircônio apresentam maior estabilidade química e térmica em comparação aos polímeros, sendo uma opção robusta para ambientes mais agressivos. 

Qual tipo de membrana escolher?

A escolha certa depende da qualidade da água de entrada, do nível de pureza desejado e das condições operacionais do sistema. Em muitos casos, a solução mais eficiente é combinar dois ou mais tipos em série: a microfiltração remove as partículas maiores, a ultrafiltração elimina microrganismos, e a osmose reversa faz o polimento final retirando sais e compostos dissolvidos. 

As crepinas e outros componentes de suporte também fazem parte desse conjunto, garantindo que todo o sistema funcione de forma integrada.

Entender essas diferenças evita escolhas equivocadas, prolonga a vida útil dos equipamentos e garante uma água com a qualidade certa para cada finalidade.

Quer garantir a membrana ideal para o seu sistema? A Waterpure oferece consultoria especializada, fornecimento e serviço de troca de membranas para aplicações industriais e comerciais. Fale com a nossa equipe e encontre a solução certa para a sua necessidade.

Wellington Novaes

Diretor Comercial

Sobre o autor

Wellington Novaes, tem 46 anos, casado com Thatiane e pai da Maria Clara. Formado em Administração de Empresas em 2002 e pós graduado em Finanças de Empresas em 2004 pela Universidade Mackenzie. Foi oficial do Exército Brasileiro de 1998 a 2004. Atua na Waterpure desde 2005, na Gestão Administrativa e Comercial.

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